A noite chegara e o brilho que a lua disparara contra o chão impregnava o ar de uma cintilante angústia. O vento leva para novamente trazer o gosto do ar que inciste em penetrar narinas a dentro. A rua já não trazia consigo seu imenso burbúrio. Era sinal de que a noite mudara o tom da prosa e como se tudo deixasse de existir, a lua estava lá a iluminar a mais fúnebre e sombria ruela. Por mais que o sol se econdesse ela estaria sempre lá, a sorrir sua luz, a beijar cada tês com sua sinuosa incandescência. O silêncio é quebrado e todo o balé do abstrato da noite concentra-se nesse intruuso. Seu corpo, sua face, seus traços por mais óbvios que se mostras sem não podiam ser definidos. O desenho mostrava-se sem contornos como um pincel fugidio que numa arte abstrata cria várias realidades de interpretação. Aquele intruso movia-se entre o brilho da noite como se fugisse do toque do luar. Cada passo, cada movimento era cronometrado e medido na maior racionalidade da lógica matemática. A fuga incessante revelava um poderoso dom de se misturar às sombras. A altura, a idade, as roupas, nada era possível determinar e qualquer esforço lunar em revelar aquele intruso de nada adiantava. A lua e junto com sua beleza, ao mesmo tempo com sua imensa curiosidade, seguia os passos incautos daquela sombra sagaz de forma que aquele ritual de luz exauria-se na medida em que sua curiosidade aumentava. O dia aproxima-se e a implacável radiação do sol impunhava seu vasto poderio. Não há nada que possa se esconder de tamanho poder. A dismorfia desaparece com a primeira metralhadora de luz disparada pelo sol. Porém o intruso perdeu-se entre alguma residência. Todos os dias o silêncio da noite é quebrado por uma série de intrusos que manifestam sua presenta em meio ao mistério da noite, para desaparecer durante o dia pelo medo de tão grande poder: o SOL.

Domingo. 15:00 horas. O sol dspara sua metralhadora no equador. Em teresina é só mais um dia dentre tantos que se passam. O lhar da multidão dança por entre os rostos desapercebidos que rodeiam-se uns aos outros. Auela dança é o balé moderno. Balé frio e altivo de uma sociedade morta que incite em mostra-se viva. Eram 15:00 horas e a dança mostravaainda mais altiva. O sol de domingo parecia acelerar a velocidade da frieza. O sol esquentava artificialmente os corações da multidão. Vive-se e morre-se. Enterra-se como diz o adáio papular. A fúria moderna cria um vincululo entre todos que se apaga no mais belo entardecer.

Que se faça Dia, e toda a dança recomeça. O tempo é apenas um juíz de um jogo que não está sob suas rédias. O vínculo que liga a todos é apenas artificial. A vida é artificial, os contatos são mudos. E os gritos que se ouve são apenas reverberações de uma idéia abstrata. GRITE, na esperança de um dia ser ouvidos. Os olhares se voltam a um ponto estranho, e em apenas um segundo o balé frio volta ao seu esplendor diário.

Bem vindos ao contato moderno. Bem vindos à danças e ao balé. Coloque as sapatilhas e tire-as e siga a dança que se segue. A fúria moderna é acalorosa e fria. Envove todos numa bolsa sem unidade. Descrontruções que se controem pela ideia de continuidade. Somos um todo desunido pelas partes. Um todo não se faz pelas partes, e sim as partes que fazem o todo. Em fúria e alegria a dança se repet6e de domingo á domingo. De sempre em quem sabe …

Era aquele fim de tarde, o mais belo dia de todos

O céu cinza exauria-se aos poucos

Por um instante eu pude ver o acenar de um sorriso

Tímido, mas um sorriso, leve, mas um sorriso

O dia resolveu virar vida. Todo o sangue evaporado

precipitou em neve e derreteu-se em nós

Saquearam nossas mentes, levaram tudo de nós

Permaeceu o mais belo sorriso na face

Como o mar que um dia fora simples lágrima

Hoje mostra tua força ao mundo

A mente de tudo quase esvaziada

Restara a mais cruel e singela de todas as flores:

O pensamento ativa a cabeçativa

E o que levaram sem tanto esforço

Metáfora-se apenas em esboço

Tolos ataques, tolos pitaras

Pois o que é da cabeça à cabeça regressa

Num instinto de vida e metáfora.

Ataque: mas lembre-se!

 Um mosaico reorganizado

é um sólido sem forma.

 

 

Estamos presos no mundo dos sentidos. Mundo no qual tudo é criado através de uma idéia ultrapassada chamada de dialética. Um conceito é apreendido através de seu oposto, para que a união dos opostos forneça a idéia da totalidade. Pois bem, enquanto o homem não se desvincular desta relação antitética e antagônica nunca poderá ir mais além.

É como dizia Nietszche, os homem ficam presos aos conceitos como bem e mal, feio e belo, certo e errado, verdadeiro e falso; enfim, estes termos não são capazes de formas um conhecimento real sobre o que é a realidade. Pois estes termos se controem apenas com base nos sentidos. Enquando o homem não for capaz de elevar seu pensamento às alturas para fugir deste jogo de oposição não poderá transmutar-se no super homrm.

É preciso sim desenvolver um sexto, ou quem sabe um sétimo sentido, capaz de figir do mundo sensorial e achar uma explicação da realidade baseado não apenas naquilo que se pode observar. Pois a observação nada mais é que a manifestação dos sentidos. è preciso ficarmos cegos diante de tudo para deixarmos uma outra realidade tomar conta de nós, e para assim contruírmos senão a realidade contruírmos aos menos uma nova possibilidade de inserção no mundo.

A linha é bastante tênue, mas quanto mais proximo de si mesmo mais fácil encontrar esta linha. Sejamos todos outros, capazes de ir além dos sentidos. Para quems abe fugirmos de uma matrix que se chama dialética. Uma matrix filosófica que se estende desde a remota grécia antiga, de Hegel a Marx, e aos tais pós-pós …

Assim falava Zaratustra: Eu vos apresento o super-homem !!!! Este, o único capaz de transcender para além do bem e do mal.

A realidade é uma constate relação de forças que estão em constante interação, em constante devir. Uma imanência que se constrói e se distróis ciando novas relações de força. A cada momento uma força domina uma outro e em seguida pode ou não também sofrer a impeiosa força de outra relação. Essa constante interação é que forma a realidade.

E portanto, é dessa vontade de sobrepujar essas forças em devir que o homem desenvolve sua potência. Vontade de viver e desfrutar do que a vida oferece. Sem negar a si mesmo, potencianlizando sua vontade de viver num mundo de relações em constante mudança. A vontade de potência é a mais positiva idéia no homem que o torna nobre. O plebeu é aquele que nega a vida por não aceitar a ideia da mudanças constante dos valores.

Nesse mundo incompreensível devido a imanência da realidade, devido ao eterno devir, é que o plebeu busca o consolo no que há de mais estável: a morte. Ou melhor, se mata a si mesmo por não compreender justamente o inverso. Que o homem não deve nunca deixar a estabilidade criar a ilusão da vida. A vida é vintade de potência, vontade de viver como um nobre. Partindo da idéia do devir como algo necessário ao amadurecimento do conhecimeno.

Melancolia sagaz que eleva-te não a ti, mas ao que não há em ti: a vida.

Imaginemos uma caverna subterrânea onde, desde a infância, geração após geração, seres humanos estão aprisionados. Suas pernas e seus pescoços estão algemados de tal modo que são forçados a permanecer sempre no mesmo lugar e a olhar apenas a frente, não podendo girar a cabaça nem para trás nem para os lados. A entrada da caverna permite que alguma luz exterior ali penetre, de modo que se possa, na semi-obscuridade, enxergar o que se passa no interior.
A luz que ali entra provém de uma imensa a alta fogueira externa. Entre ele e os prisioneiros – no exterior, portanto – há um caminho ascendente ao longo do qual foi erguida uma mureta, como se fosse a parte fronteira de um palco de marionetes. Ao longo dessa mureta-palco, homens transportam estatuetas de todo tipo, com figuras de seres humanos, animais e todas as coisas.
Por causa da luz da fogueira e da posição ocupada por ela os prisioneiros enxergam na parede no fundo da caverna as sombras das estatuetas transportadas, mas sem poderem ver as próprias estatuetas, nem os homens que as transportam.
Como jamais viram outra coisa, os prisioneiros imaginavam que as sombras vistas são as próprias coisas. Ou seja, não podem saber que são sombras, nem podem saber que são imagens (estatuetas de coisas), nem que há outros seres humanos reais fora da caverna. Também não podem saber que enxergam porque há a fogueira e a luz no exterior e imaginam que toda a luminosidade possível é a que reina na caverna.
Que aconteceria, indaga Platão, se alguém libertasse os prisioneiros? Que faria um prisioneiro libertado? Em primeiro lugar, olharia toda a caverna, veria os outros seres humanos, a mureta, as estatuetas e a fogueira. Embora dolorido pelos anos de imobilidade, começaria a caminhar, dirigindo-se à entrada da caverna e, deparando com o caminho ascendente, nele adentraria.
Num primeiro momento ficaria completamente cego, pois a fogueira na verdade é a luz do sol e ele ficaria inteiramente ofuscado por ela. Depois, acostumando-se com a claridade, veria os homens que transportam as estatuetas e, prosseguindo no caminho, enxergaria as próprias coisas, descobrindo que, durante toda a sua vida, não vira senão sombra de imagens (as sombras das estatuetas projetadas no fundo da caverna) e que somente agora está contemplando a própria realidade.
Libertado e conhecedor do mundo, o prisioneiro regressaria à caverna, ficaria desnorteado pela escuridão, contaria aos outros o que viu e tentaria libertá-los.
Que lhe aconteceria nesse retorno? Os demais prisioneiros zombariam dele, não acreditariam em suas palavras e, se não conseguissem silenciá-lo com suas caçoadas, tentariam fazê-lo espancando-o e, se mesmo assim, ele teimasse em afirmar o que viu e os convidasse a sair da caverna, certamente acabariam por matá-lo. Mas, quem sabe alguns poderiam ouvi-lo e, contra a vontade dos demais, também decidissem sair da caverna rumo à realidade.
O que é a caverna? O mundo em que vivemos. Que são as sombras das estatuetas? As coisas materiais e sensoriais que percebemos. Quem é o prisioneiro que se liberta e sai da caverna? O filósofo. O que é a luz exterior do sol? A luz da verdade. O que é o mundo exterior? O mundo das idéias verdadeiras ou da verdadeira realidade. Qual o instrumento que liberta o filósofo e com o qual ele deseja libertar os outros prisioneiros? A dialética. O que é a visão do mundo real iluminado? A Filosofia. Por que os prisioneiros zombam, espancam e matam o filósofo (Platão está se referindo à condenação de Sócrates à morte pela assembléia ateniense)? Porque imaginam que o mundo sensível é o mundo real e o único verdadeiro.

Vivemos e não vivemos. Estamos acordadados ou adormecidos em meio a esse “filme sem nexo, pierrot e retrocesso”? Século XXI bem vindos à hipocrisia humana, à destruição dos poucos valores que ainda existem. Um resultado desejado e tão almejado pela propria sociedade que se fechou em sim mesma em nome de um individualismo exaxerbado que se espalha e projeta suas raízes para além do corações de todos.

Olhos, rostos, indivíduos … apenas isso !!! Apenas um tanto de cabeças numa dança incontrolada que se curza e se esquece no corre corre frenético dos dia. Um balé de olhares frios, gelados, frígidos e secos. Não são apenas indivíduos são também individualistas. Um processo aparente e tão real que passa muitas vezes despercebidos.

Bom dia, Boa tarde, Boa noite !!! Qual foi a última vez que os ouvi? Parece que a cada dia as pessoas deixam de se comprimentar. Os narizes se elevam na mesma velocidade que os arranha céus que cortam a vida moderna. Somos modernos. Que ótimo !!! Parabéns para todos nós, somos mais civilizados. Civilização selvagem quem em meio a esta selva de pedra prevalece a mais implacável lei da natureza: presa e predadores ou darwinismo Social? Quem sabe os dois !!!

Parabéns a nós, sobrevimemos !!! E ainda nós resta uma dose forte de sensatez para enxergar além dos benefícios modernos, como  todas as enfermidades trazidas consigo. Porém nem sempre tão bem apresentadas e tão evidentes. mas nada que um olhar atento não possa perceber tanta hipocrisia. Nós somos assaninos dos valores, uma espécie de eutanásia moral. Deixamos os valores morrer e ainda contribuímos para a aceleração desse processo. A destruição e desintegração de instituições como a família  seja a principal causa que traz em si os inúmeros efeitos ja vistos. A valorização do trabalho além da família … enfim …. nóssassinos !!! Matamos a nós mesmos aos poucos …. Como dizia um filósofo alemão a sociedade moderna matou Deus, e aos que parece essa mesma sociedade parece matar a si também.

O título da música “A promessa” já faz referência a uma idéia abstrata que se constrói e se destrói pelo simples fato de ser apernas uma promessa, ou seja, algo que promete mas que nunca chega realmente a cumprir sua função. Desta idéia de uma promessa inicia-se a música e logo nos primeiros versos: “não vejo nada o que eu vejo não me agrada, não ouço nada o que eeu ouço não diz nada”. Em tal trecho há a descontrução de algo concreto como a realiodade social e todas as suas implicações políticas, economicas, históricas. É a fragmentação da propria realidade. Com isso o autor da música compartilha a ideia de fechar os olhos para a realidade, seja para discordar, negar, contrapor-se a ordem, porém ao fechar seus olhos o autor compartilha um sentimento com alguns ouvintes contra algumas instituições sociais modernas e alienantes. Ao mesmo tempo se mostra consciente à tudo à sua volta de forma a não ser uma presa fácil a certas ideologias como no trecho, “estou ligado à cabo a tudo que acaba de acontecer”.

Este grau de consciência se faz presente numa crítica à instituição social mundial que é o capitalismo. Uma crítica à sociedade moderna no que diz respeito ao consumismo e a facilidade que a propaganda têm para escravizar a sociedade vinculando-a à ideia do “ter” e do “possuir”. “A propaganda é arma do negócio, no nosso peito bate um alvo muito fácil”. Uma ideologia de consumo que se ergue por meio de uma arma certeira, como uma “mira a lazer” que escolhe seu alvo e cria “miragens de consumo”, ou seja, falsas ideias de consumo que nem sempre têm como prioridade o que realmente é essencial. Mesmo assim o autor esta “ligado à cabo a tudo que eles têm pra oferecer”.

Quando o autor inicia o proximo verso: “tu me encontrsates de mãos vazias, eu te encontrei na contramão”. Este revela uma desvinculação do nada pelo tudo, mas que se expressa do tudo pelo nada. De mãos vazias revela na verdade o tudo, a consciência, mas se torna vazio porque vai de encontro às ideias da maioria. Ao encontrar uma pessoa na contramão, isso mostra que essa pessoa leva o tudo consigo: os preconceitos, ideologias e alienação, mas que na verdade é o nada porque revela o quanto se é escravvo de uma realidade social alienante por tantas ideologias. Este encointro se dá na “hora exata, na encruzilhada, na higthway da superinformação”. A partir deste encontro num mundo em que a velocidade da informação cria um vinculo muito forte entre os sujeitos ao mesmo tempo que não dá uma ideia certa sobre o que é falso e o que é real no meio de tanta informação. Mas o interessante é que apartir desse momento o verbo muda para a 1º pessoa do plural, ou seja, o autor não se encontra mais só. “Estamos tão ligados já não temos mais o que temer”. Dessa formas são agora duas pessoas na contramão de mãos “vazias”.

“O céu é só uma promessa, eu tenho pressa vamos nessa direção, atrás de um sol que nos aqueça minha cabeça não aguenta mais”. Bom, como a letra é uma crítica contante à realidade e toda a forma de alienação provocada pela solidificação de ideologias constantemente presente na sociedade. A religião também foi atacada como apenas mais uma promessa, e uma promessa lenta demais para aqueles que têm pressa, e necessitam de um sol que lhes possa aquecer. Diante de tal promessa, e ao buscar um novo sol que lhe aqueça talvez se dê o surgimento de uma nova ideologia, que sempre é um sol que aquece aqueles que estão alienados em meio daquele. Porém o sol que se busca não é um sol acabado que possa servir de instrumento para uma nova ideologia, pois este sol é pessoal, cada um busca o seu sol, de modo a responder às suas expectativas, ou não!!

Karalho .. já tem gente achando que eu sou louco. kkk … Idaí? Desde quando eu disse que não sou. Então continuem a me taxar, mesmo assim estarei aki, masnão sozinho. Eu e minha loucura.

Prazer em conhecê-los !!!

Não vejo nada.
O que eu vejo, não me agrada.
Não ouço nada.
O que eu ouço, não diz nada
Perdi a conta
Das pérolas e porcos
Que eu cruzei, pela estrada…

Estou ligado à cabo
A tudo que acaba
De acontecer…

Propaganda
É a arma do negócio.
No nosso peito bate
Um alvo muito fácil.
Mira à laser,
Miragem de consumo,
Latas e litros
De paz teleguiada.
Estou ligado à cabo
A tudo que eles tem
Pra oferecer…

O céu é só uma promessa.
Eu tenho pressa,
Vamos nessa direção.
Atrás de um sol
Que nos aqueça
Minha cabeça
Não aguenta mais…(2x)

Tu me encontrastes
De mãos vazias;
Eu te encontrei
Na contramão.
Na hora exata,
Na encruzilhada,
Na Highway da
Super-informação.
Estamos tão ligados
Já não temos o que temer…

O céu é só uma promessa.
E eu tenho pressa,
Vamos nessa direção
Atrás de um sol
Que nos aqueça.
Minha cabeça
Não aguenta mais…

O céu é só uma promessa
Eu tenho pressa,
Vamos nessa direção
Atrás de um sol
Que nos aqueça.
Minha cabeça
Não aguenta mais.
Não aguenta mais
Não aguenta mais
Não aguenta mais…

O céu é só uma promessa
Eu tenho pressa
Vamos nessa direção…