A noite chegara e o brilho que a lua disparara contra o chão impregnava o ar de uma cintilante angústia. O vento leva para novamente trazer o gosto do ar que inciste em penetrar narinas a dentro. A rua já não trazia consigo seu imenso burbúrio. Era sinal de que a noite mudara o tom da prosa e como se tudo deixasse de existir, a lua estava lá a iluminar a mais fúnebre e sombria ruela. Por mais que o sol se econdesse ela estaria sempre lá, a sorrir sua luz, a beijar cada tês com sua sinuosa incandescência. O silêncio é quebrado e todo o balé do abstrato da noite concentra-se nesse intruuso. Seu corpo, sua face, seus traços por mais óbvios que se mostras sem não podiam ser definidos. O desenho mostrava-se sem contornos como um pincel fugidio que numa arte abstrata cria várias realidades de interpretação. Aquele intruso movia-se entre o brilho da noite como se fugisse do toque do luar. Cada passo, cada movimento era cronometrado e medido na maior racionalidade da lógica matemática. A fuga incessante revelava um poderoso dom de se misturar às sombras. A altura, a idade, as roupas, nada era possível determinar e qualquer esforço lunar em revelar aquele intruso de nada adiantava. A lua e junto com sua beleza, ao mesmo tempo com sua imensa curiosidade, seguia os passos incautos daquela sombra sagaz de forma que aquele ritual de luz exauria-se na medida em que sua curiosidade aumentava. O dia aproxima-se e a implacável radiação do sol impunhava seu vasto poderio. Não há nada que possa se esconder de tamanho poder. A dismorfia desaparece com a primeira metralhadora de luz disparada pelo sol. Porém o intruso perdeu-se entre alguma residência. Todos os dias o silêncio da noite é quebrado por uma série de intrusos que manifestam sua presenta em meio ao mistério da noite, para desaparecer durante o dia pelo medo de tão grande poder: o SOL.
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À NIETSZCHE
"O indivíduo sempre teve que se esforçar para não se deixar ser dominado pela tribo. Se você fizer isso, freqüentemente será solitário, e algumas vezes terá medo. Mas nunca é alto o preço a pagar pelo privilégio de pertencer a si mesmo" (Nietzsche) 'Há sempre uma loucura no amor, mas sempre um pouco de razão na loucura". (F. Nietzche) "Não pretendo ser feliz, pretendo ser verdadeiro." (nietzsche) "Chama- se "uniforme" o seu traje; não seja porém, uniforme o que esse traje oculta!" (nietzsche) “Eu jamais iria para a fogueira por uma opinião minha, afinal, não tenho certeza alguma. Porém, eu iria pelo direito de ter e mudar de opinião, quantas vezes eu quisesse.” (nietzsche) "A independência é o privilégio dos fortes, da reduzida minoria que tem o calor de auto-afirmar-se. E aquele que trata de ser independente, sem estar obrigado a isso, mostra que não apenas é forte mas também possuidor de uma audácia imensa. Aventura-se num labirinto, multiplica os mil perigos que implica a vida; se isola e se deixa arrastar por algum minotauro oculto na caverna de sua consciência. Se tal homem se extinguisse estaria tão longe da compreensão dos homens que estes nem o sentiriam nem se comoveriam em absoluto. Seu caminho está traçado, não pode voltar atrás, nem sequer lograr a compaixão dos seres humanos." (nietzsche) "...Sabemos muito uns dos outros!E há quem chegue a ser transparente para nós,mas ainda não é suficiente para o entendermos." (nietzsche) "Fui eu que fiz", diz a minha memória. "Não posso ter feito isso", diz o meu orgulho e mantém-se irredutivel. No final, é a memória que cede." (nietzsche) "Nós Viemos Do Verme E Do Verme Ainda Temos Muito!" (nietzsche) ''vos olhas pra cima porque procura elevar-tes,eu olho pro chao porque ja me levantei"" (nietzsche) "O homem do futuro, que nos redimirá não apenas do ideal até hoje reinante, mas também daquilo que foi obrigado da crescer dele, a grande náusea, o desejo pelo nada, niilismo; essa badalada de sinos ao meio-dia e da grande decisão que libera o desejo novamente e restaura seu objetivo para com a Terra e sua esperança para com os homens; esse Anticristo e antiniilista; esse vencedor sobre Deus e o nada – ele deve vir algum dia." (nietzsche) "Todo pensador profundo tem mais receio de ser compreendido do que ser mal compreendido" (nietzsche) -
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A realidade é uma constate relação de forças que estão em constante interação, em constante devir. Uma imanência que se constrói e se distróis ciando novas relações de força. A cada momento uma força domina uma outro e em seguida pode ou não também sofrer a impeiosa força de outra relação. Essa constante interação é que forma a realidade.
O título da música “A promessa” já faz referência a uma idéia abstrata que se constrói e se destrói pelo simples fato de ser apernas uma promessa, ou seja, algo que promete mas que nunca chega realmente a cumprir sua função. Desta idéia de uma promessa inicia-se a música e logo nos primeiros versos: “não vejo nada o que eu vejo não me agrada, não ouço nada o que eeu ouço não diz nada”. Em tal trecho há a descontrução de algo concreto como a realiodade social e todas as suas implicações políticas, economicas, históricas. É a fragmentação da propria realidade. Com isso o autor da música compartilha a ideia de fechar os olhos para a realidade, seja para discordar, negar, contrapor-se a ordem, porém ao fechar seus olhos o autor compartilha um sentimento com alguns ouvintes contra algumas instituições sociais modernas e alienantes. Ao mesmo tempo se mostra consciente à tudo à sua volta de forma a não ser uma presa fácil a certas ideologias como no trecho, “estou ligado à cabo a tudo que acaba de acontecer”.